segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Aruandê Camarado!: coletivo de artistas lança videoclipe e site no Dia da Consciência Negra

Agô, “com licença”: coletivo de cultura negra lança clipe que mistura rock, sonoridade da capoeira e batida do candomblé.

O coletivo Aruandê Camarado! nasceu da ideia de Ordep Lemos (músico e produtor musical) e Dadá Jaques (músico e capoeirista) em desenvolver um trabalho voltado para a cultura negra. O projeto se concretizou quando reuniram artistas, capoeiristas, comunicadores e outras cabeças empenhadas em valorizar e amplificar a cultura afro-brasileira, bem como a cultura regional do Brasil. São eles: Capinan, Guellwaar Adún, Vicente Dias, Percussa Obá Okê, Alexandre Lyrio, Nestor Madrid, Carlos Rezende, Cláudia Simões e Mestre Alex.

O dia escolhido para o lançamento oficial do site (http://aruandecamarado.com) e do primeiro clipe (https://www.youtube.com/watch?v=omHNZs_Pm9I&feature=youtu.be, também de nome Aruandê Camarado!), foi 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra, considerando sua representatividade que vem de encontro ao perfil do coletivo.

Aruandê Camarado! é para ouvir, assistir, ler, fruir, participar, se identificar e curtir. Por isso se utiliza do conceito da transmídia, onde qualquer plataforma de comunicação é bem vinda, com conteúdos que se interliguem e promovam diálogos criativos; que, juntos, se transformem e derivem novos experimentos, perspectivas e ideias sobre os conteúdos em pauta. No caso do Coletivo, a capoeira, o mundo negro, o Brasil regional, a África e a diáspora africana. Eventos culturais, em diversas vertentes, destacando uma ou várias manifestações artísticas estão nos projetos destes artistas.

Tudo isso está posto na obra inaugural, o clipe Aruandê. O som apresentado por Ordep Lemos (voz, guitarra), Dadá Jaques (berimbaus, percussão e vocais), Vicente Dias, (baixo), Percussa Obá Okê (berimbaus, percussão, vocais) e Cláudia Simões (voz) - mistura rock raiz com a sonoridade do berimbau e instrumentos percussivos. O resultado é uma composição cheia de suingue groovado e adrenalina. Na letra, homenagens a importantes nomes da capoeiragem baiana. Com direção e fotografia de Toni Couto, Aruandê resgata a sonoridade dos terreiros de candomblé e figuras históricas da cultura negra, sem esquecer a modernidade musical. 

Mas o Coletivo tem como base algo maior. Antes de tudo, comunicar-se com o mundo. Aruandê Camarado! compra o jogo da cultura e da informação para mandingar com a Internet, com a malícia da musicalidade, o tempero da poesia, o ritmo das tradições, sempre assentados sob os ventos da ancestalidade. Aruandê Camarado! ginga com vídeos, reportagens, opiniões, debates e tudo o mais que for possível. Aruandê Camarado é tudo que a boca come, como diria Mestre Pastinha. É som e história afro-brasileira. Aruandê Camarado! valoriza os grandes mestres da capoeira, personagens, líderes negros, heróis e heroínas da cultura afro-brasileira.

Dentro dessa perspectiva, o clipe Aruandê, que leva o nome do grupo e foi gravado em Salvador-BA e em São Paulo-SP (no estúdio Comando S Áudio), é o ponto de partida dessa iniciativa que, mais do que entrar na roda da capoeira, busca vadiar com todas as expressões culturais afro-brasileiras.

O propósito é ser um eterno tributo (evidentemente, banhados em respeito) a ícones como os mestres Bimba, Pastinha e Traíra, Mãe Menininha do Gantois, Mestre Popó (maculelê), os escritores José Carlos Limeira, Carolina Maria de Jesus, Jair Moura e Fred Abreu, as guerreiras Dandara, Luíza Mahin e Maria Felipa, entre outras figuras que, de alguma forma, entraram na roda da história para bambear o preconceito e dar um potente rabo de arraia no racismo. E afirma: “o primeiro golpe é o clipe, é Exu abrindo caminhos”.


Os camaradas





 

   

 
(Fotos pela ordem: Cláudia Simões, Carlos Rezende, Dadá Jaques & Percussa Obá Okê, Nestor Madrid, Ordep Lemos, Percussa Obá Okê, Carlos Capinan, Guellwaar Adún, Vicente Dias, Toni Couto Saruaba, Dadá Jaques e Coletivo)

Ordep Lemos - Músico, compositor, produtor e multi-instrumentista, atuante em São Paulo. Participou ativamente do cenário musical baiano tocando, compondo e fundando bandas importantes como Lampirônicos e Utopia.

Dadá Jaques - Músico, produtor cultural, designer, fotógrafo e professor de capoeira no Terreiro Casa Branca e no Pelourinho. Editou e produziu vários livros e CDs. Na cena musical de Salvador, foi guitarrista das bandas Treblinka e Orelha de Van Gogh.

José Carlos Capinan - Poeta e letrista baiano. Autor, entre outras, de Soy Loco por Ti America (com Gilberto Gil), Papel Machê (com João Bosco) e Moça Bonita (com Geraldo Azevedo). Ocupa a cadeira 36 da Academia de Letras da Bahia. É presidente do Museu AMAFRO, em Salvador.

Guellwaar Adún - Poeta, escritor e editor da Editora Ogum’s Toques, residente nos EUA. Lançou em, 2016, o livro Desinteiro.

Toni Couto Saruaba - Guitarrista da banda de rock Saci Tric, estudou Comunicação na  UFBA. É roteirista na Mandacaru Filmes, diretor na Brasil Pandeiro e sócio-diretor da PortoNave. 

Vicente Dias - Finalizador de áudio e multi-instrumentista paulistano. Iniciou-se na música aos 11 anos como baixista e integrou várias bandas da cena underground de São Paulo, além de estudar produção musical.

Percussa Obá Okê - Percussionista baiano, residente na Bélgica, professor de capoeira do Terreiro Casa Branca, compositor e cantor. Participou de blocos afro, como o Apaxes do Tororó, e de cursos com a folclorista e etnomusicóloga Emília Biancardi.

Alexandre Lyrio - Trabalhou na TV Aratu e no jornal Correio da Bahia. É repórter especial do Correio. Lançou O Terapeuta do Afeto, biografia do psiquiatra Juliano Moreira. Como jornalista, foi indicado ao Prêmio Esso, recebeu menção honrosa no Prêmio Wladmir Herzog e ganhou o prêmios Tim Lopes e AMB. Com a série Silêncio das Inocentes, conquistou o Prêmio Inma Global Media Awards.

Nestor Madrid - Produtor musical que participou do nascimento da Axé Music. Tem cerca de 90 discos no currículo como produtor e diretor de Estúdio.  Foi técnico de gravação e/ou mixaou 162 discos e criou centenas de jingles. Premiações: Troféu Caymmi, Troféu Imprensa, Discos de Platina e Discos de Ouro.

Carlos Rezende - Cartunista e ilustrador. Participou do livro MSP+50 Artistas (São Paulo) dos Estúdios Mauricio de Sousa; ganhou o Prêmio Mídia Jovem Airton Senna; criou a primeira revista baiana em quadrinhos, Pau de Sebo; criou o primeiro Salão de Humor da Bahia (1989) e a logomarca do Coletivo Aruandê Camarado!

Cláudia Simões - Nascida e criada no candomblé Jeje da Bahia, a cantora baiana também é compositora e produtora cultural. Atualmente reside em São Paulo.

Alex Santos Muniz - Mestre Alex é capoeirista baiano, formado pela Academia de João Pequeno de Pastinha, e professor de teatro, graduado em artes cênicas pela UFBA.

Carla Pita – Educadora e professora de literatura afro-brasileira. Atualmente desenvolve trabalho junto ao Olodum e em diversos museus da cidade de Salvador.

Informações à imprensa – VERBENA ASSESSORIA
Eliane Verbena / João Pedro
Tel: (11) 2738-3209 / 99373-0181 – eliane@verbena.com.br

Sesc Santo André apresenta Força Fluída e A Mão do Meio com a Companhia de Danças de Diadema

Foto de Sílvia Machado                                                Foto de Osmar Lucas

O Sesc Santo André apresenta dois espetáculos com a premiada Companhia de Danças de Diadema, atuante no Brasil e exterior, há 22 anos.

No dia 18 de novembro (sábado, às 20h), o público pode apreciar a mais nova montagem do grupo: Força Fluída, com coreografia assinada pelo sul-coreano Jaeduk Kim. E nos dias 19 e 20 de novembro (domingo e segunda, às 12h), a Companhia dança o infantojuvenil A Mão do Meio - Sinfonia Lúdica, sucesso entre crianças, jovens e adultos que foi concebido e coreografado por Michael Bugdahn e Denise Namura. Ambos têm direção geral de Ana Bottosso.

Força Fluída harmoniza força e delicadeza em movimentos inspirados na cultura ancestral oriental pelo viés contemporâneo de Jaeduk. O enredo de A Mão do Meio – Sinfonia Lúdica retrata a experiência da descoberta do próprio corpo, das mãos e dos pés. É uma história de gestos contada por meio da dança

Força Fluída

Foto de Sílvia Machado
Após encontro casual com o coreógrafo, da companhia Modern Table (da Coreia do Sul), em um festival internacional de dança, a Companhia de Danças de Diadema estabeleceu com ele um intenso elo artístico por meio de workshops, apreciações, reflexões e pesquisas em parceria. Esse intercâmbio de informações culminou no projeto e realização da obra Força Fluída, que foi criada por Jaeduk especialmente para o grupo. 

Artista de múltiplas facetas, Jaeduk Kim criou a trilha sonora baseada em cânticos de sua tradição oriental, utilizando a sonoridade de instrumentos típicos de sua cultura e voz monocórdia. A coreografia transita pelo minimalismo dos movimentos que dialogam com a música, com os sons, ora expressando-se com a força de um guerreiro, ora com a delicadeza de uma folha caindo no outono. Esses e demais elementos da ancestral cultura oriental se encontram na obra, traduzidos pelo olhar contemporâneo e sensível do criador e dos intérpretes da Companhia, que atuam em Força Fluída.    

Sinopse (por Jaeduk Kim): O fluxo natural vem da natureza. O fluxo da respiração está de acordo com a natureza. Qual é a força que flui? O que faz o forte fluir?

Ficha técnica – Coreografia: Jaeduk Kim (Coreia do Sul). Direção geral: Ana Bottosso. Assistente de direção e produção administrativa: Ton Carbones. Assistente de coreografia: Carolini Piovani. Trilha sonora: Jaeduk Kim. Desenho e operação de luz: Silviane Ticher. Sonoplastia: Daniela Garcia / Renato Alves. Concepção figurino: Jaeduk Kim. Confecção de figurino: Célia Bonifácio. Professores de dança clássica: Eduardo Bonnis e Márcio Rongetti. Condicionamento físico: Carolini Piovani. Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação.  Assistentes de produção: Daniela Garcia e Renato Alves. Elenco: Allan Marcelino, Carolini Piovani, Daniele Santos, Danielle Rodrigues, Elton de Souza, Fernando Gomes, Keila Akemi, Leonardo Carvajal, Thaís Lima, Ton Carbones e Zezinho Alves.

A Mão do Meio – Sinfonia Lúdica

Foto de Sílvia Machado
Bailarinos e público embarcam na fabulosa aventura de uma “mão”, fascinada por todo tipo de movimento, que parte em busca da descoberta do corpo, tornando-se uma verdadeira colecionadora de gestos.

Segundo os coreógrafos, o espetáculo é uma sinfonia lúdica composta por movimentos, sons e luzes que faz o público mergulhar em um mundo feito poesia, onde situações do cotidiano se transformam em mágica num piscar de olhos, onde gestos simples provocam imagens surpreendentes e sensações inéditas. Michael Bugdahn explica que A Mão do Meio - Sinfonia Lúdica conta uma história que envolve o nascimento, a descoberta do corpo e da vida. Também fala sobre as diferenças físicas entre as pessoas, que nem sempre são relevantes. “Todos vão compreender que não é preciso ser um super-herói para viver experiências incríveis e enriquecedoras”, comenta.

Segundo Ana Bottosso, “os coreógrafos trazem uma estética primorosa que explora a mímica, os detalhes minimalistas, os gestos, os movimentos do cotidiano: características ideais para um espetáculo infantil”.

A Mão do Meio - Sinfonia Lúdica, que estreou em 2015, é a segunda montagem da Companhia de Danças de Diadema criada para o público infantil. Em 2010, produziu Meio em Jogo (de Ivan Bernardelli e Francisco Júnior).

Ficha técnica - Concepção e coreografia: Michael Bugdahn e Denise Namura. Direção geral: Ana Bottosso. Assistente de direção e produção administrativa: Ton Carbones. Assistente de coreografia: Carolini Piovani. Desenho de luz, trilha e pesquisa musical: Michael Bugdahn. Vozes/off: Roberto Mainieri e Denise Namura. Concepção de cenário, adereços e figurino: Michael Bugdahn e Denise Namura. Confecção de cenário e adereços: Fábio Marques. Confecção de figurino: Cleide Aniwa. Sonoplastia e assistência de produção: Renato Alves e Daniela Garcia. Prof. dança clássica: Eduardo Bonnis e Márcio Rongetti. Condicionamento físico: Carolini Piovani. Elenco: Allan Marcelino, Carolini Piovani, Daniele Santos, Danielle Rodrigues, Keila Akemi, Elton de Souza/Fernando Gomes, Leonardo Carvajal, Thaís Lima, Ton Carbones, Zezinho Alves. Ideia original, texto e dramaturgia: Michael Bugdahn.

Serviços

Dia 18 de novembro. Sábado, às 20h
Dança: Força Fluída
Com Companhia de Danças de Diadema
Local: Teatro (302 lugares). Duração: 45 min. Classificação: Livre.
Ingressos: R$ 20,00 (inteira); R$ 10,00 (estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentado e pessoa com deficiência) e R$ 6,00 (trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes).

Dias 19 e dia 20 de novembro. Domingo e Segunda, às 12h
Espetáculo: A Mão do Meio – Sinfonia Lúdica
Com Companhia de Danças de Diadema
Local: Teatro (302 lugares). Classificação: Livre. Duração: 40 min.
Ingressos: R$ 17,00 (inteira); R$ 8,50 (estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentado e pessoa com deficiência) e R$ 5,00 (trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes).
Grátis para crianças até 12 anos, mediante retirada de ingresso na bilheteria da unidade.

SESC SANTO ANDRÉ
Rua Tamarutaca, 302 - Vila Guiomar. Santo André/SP
Telefone: (11) 4469-1311

Bilheteria: terça a sexta (10h às 21h30); sábados, domingos e feriados (10h às 18h30).
Vendas pelo Portal e nas bilheterias do Sesc São Paulo.
Estacionamento (vagas limitadas): Credencial Plena – R$ 5 (R$ 1,50 por hora adicional) |
Outros – R$ 10 (R$ 2,50 por hora adicional).
Outras programações: sescsp.org.br/santoandre | facebook.com/SESCSantoAndre

Informações à imprensa / Sesc Santo André
Amanda Costa – (11) 4469-1312 | Cibele Porzelt – (11) 4469-1310
imprensa@santoandre.sescsp.org.br

Assessoria de imprensa / Companhia de Danças de Diadema
VERBENA COMUNICAÇÃO
Eliane Verbena / João Pedro
Tel: (11) 2738-3209 / 99373-0181 – verbena@verbena.com.br



quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Dia Profissional da Dança reúne bailarinos e companhias em dois espetáculos no Teatro Alfa

Ballet Paula Gasparini (foto Denny Naka)
São Paulo Cia. de Dança, Cisne Negro, Luis Arrieta, Sopro, Teen Broadway e Cia. de Danças de Diadema estão entre os convidados.

Dia 23 de novembro é comemorado o Dia do Profissional da Dança. Para festejar a data, o Sinddança (Sindicato dos Profissionais de Dança do Estado de São Paulo) realiza nos dias 18 e 19 de novembro, sábado (às 20h) e domingo (às 18h), o Dia do Profissional da Dança do Estado de São Paulo 2017.

Com curadoria de Maria Pia Finócchio, o evento acontece nTeatro Alfa, em São Paulo, com ingressos a preços populares: 10 e 20 reais.

O espetáculo é formado por várias apresentações (coreografias) com bailarinos profissionais e grupos de dança de projeção nacional e internacional para festejar a arte da dança, bem como prestar homenagem a todos os bailarinos e profissionais da área. A programação reúne os vencedores do Encontro Nacional de Dança – ENDA 2017 e têm ainda participação de convidados especiais que são referência no campo da dança no Brasil e Exterior.

No dia 18, os convidados são: Cisne Negro Cia. de Dança (com Abacadá), São Paulo Cia. de Dança (com Grand Pas de Deux de O Quebra Nozes) e Sopro Cia. de Dança (com Ensaio Sobre a Liberdade), além da participação especial da dupla Nilza y Pablito em número de tango.

Já no dia 19, Luis Arrieta (em O Cisne), Companhia de Danças de Diadema (com Novena) e Teen Broadway (com Mambo West Side Story) são os convidados. E uma apresentação de street dance fecha as duas noites do evento.
     (Cia de Danças de Diadema, Luis Arrieta, Cisne Negro, Sopro, Nilza Y Pablito e Teen Broadway)

Dos grupos classificados no ENDA, participam no dia 18/11: CEDAN - Cia Estável de Dança, Instituto Gnética, Studio Liria Dourado, Beth Ballet, Ballet Paula Gasparini, Cia. de Dança Regina Acevedo, Ballet Paula Firetti, EDAP - Espaço de Danças e Artes Paulista, Movimento Livre, Cia. de Dança CEU Jaguaré e Grupo La Danse. E no dia 19/11: Grupo Fama, CEDAN - Cia Estável de Dança, OCAC Cia. de Dança, Ballet Paula Firetti, Studio Giselle Danças, Cia. Panteras, Garra Centro de Artes, Grupo La Danse, Ballet Thatiana Orite e Especial Grupo de Ballet.

 
               (Líria Dourado, CEDAN, Instituto Gnética e OCAC - fotos de Denny Naka)

Segundo Maria Pia Finnóchio, “o objetivo é reunir profissionais da dança, personalidades das artes e da cultura e imprensa especializada para reafirmar a necessidade constante de promover a dança nacional e valorizar nossos bailarinos”. O Sinddança também busca democratizar o acesso à dança, promovendo espetáculos a preços populares. “Queremos que todas as pessoas tenham acesso à cultura e possam conferir ao vivo, no teatro, o que temos de melhor no campo da dança”, declara a curadora.

O Dia do Profissional da Dança foi idealizado pelo Sinddança, cuja homologação ocorreu em 1999. A instituição é também responsável pela criação do Dia Estadual da Dança Clássica (4 de junho), uma conquista mais recente, efetivada em 2013. O Sindicato também promove anualmente o ENDA (Encontro Nacional de Dança), um festival pioneiro no estímulo à dança no Brasil que chegou à 35ª edição, em 2017, além do Grande Gala ENDA. Ambos foram idealizados para estimular a carreira dos bailarinos profissionais e semiprofissionais, bem como a carreira daqueles que estão iniciando na arte da dança.

O Dia do Profissional da Dança do Estado De São Paulo foi viabilizado por meio da Lei Rouanet, do Ministério da Cultura, com patrocínio do Itaú Unibanco. Os apoiadores do evento são: Instituto Alfa de Cultura, Teatro Alfa e Capezio.

Serviço

Espetáculo/dança: Dia do Profissional da Dança do Estado 2017
Curadoria: Maria Pia Finócchio
Realização: SINDDANÇA – Sindicato dos Profissionais de Dança do Estado de SP
Dias 18 e 19 de novembro. Sábado (às 20h) e domingo (às 18h)

Dia 18: Cisne Negro, São Paulo Cia. de Dança, Sopro, Nilza y Pablito, CEDAN, Instituto Gnética, Studio Liria Dourado, Beth Ballet, Ballet Paula Gasparini, EDAP, Cia. CEU Jaguaré e outros.
Dia 19: Luis Arrieta, Companhia de Danças de Diadema, Teen Broadway, Grupo Fama, CEDAN, OCAC, Garra, Grupo La Danse, Studio Giselle, Cia. Panteras e outros.

Local: Teatro Alfa
R. Bento Branco de Andrade Filho, 722 - Santo Amaro. SP/SP - Tel: (11) 5693-4000
Ingressos: R$ 20,00 (meia entrada: R$ 10,00)
Bilheteria: segunda a sábado (11h às 19h) e domingos (11h às 17h) ou até início da sessão. Aceita dinheiro, cartões de crédito (Ax, V, C e MC) e de débito (VE e RS).
Antecipados: http://www.ingressorapido.com.br (tel: 4003-1212).
Duração: 3h (com intervalo). Classificação: 8 anos. Capacidade: 1.110 lugares.
Acessibilidade. Ar condicionado. Site: http://www.teatroalfa.com.br

Informações à imprensa – VERBENA ASSESSORIA
Eliane Verbena / João Pedro
Tel: (11) 2738-3209 / 99373-0181 – eliane@verbena.com.br

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

As Camadas Submersas da Sociedade no novo espetáculo do Teatro do Incêndio

CRÍTICA

Por Evill Rebouças

Fotos: Giulia Martins
O novo espetáculo do Teatro do Incêndio, com texto e direção de Marcelo Marcus Fonseca, se chama A gente submersa. São pessoas comuns, facilmente encontradas e encravadas nos rincões desse país, e por estarem tão escondidas alguns teimam em não enxergá-las. Elas existem, mas há algo que as encobrem - o que as encobrem? Essa é uma das inúmeras perguntas que latejam em nossa mente durante e ao final da peça – que em mim permaneceu por horas, dias, depois da celebração ali acontecida.

São vinte artistas em cena; e você paga quanto puder – graças aos incentivos recebidos pelo Teatro do Incêndio, via Lei de Fomento ao Teatro; no entanto, o atual governo municipal teima, insiste, articula com o demônio se preciso for, para que a lei não seja cumprida. São vinte artistas que transformam o palco num caleidoscópio que nos atinge e nos leva à experiência: o cheiro das ervas, os coros, as danças populares, as músicas, o entra e sai de cenas, o rabicho de uma cena que permanece enquanto outra nasce. Multifacetado. Justamente para que as partes sejam articuladas (ou não) pelo espectador.

O fio condutor dessa experiência são três personagens, centenárias e juvenis em espírito, que buscam um lugar no mundo. Não ocupam, e sim tateiam o mundo, de tão singelas, de tão longínquas paragens. No entanto, para além de paradigmas de quem vive ancorado nas riquezas da sabedoria popular, a peça coloca em discussão reflexões profundas, dentre elas, as camadas socioculturais, políticas e éticas que encobrem determinadas gentes. Por que elas existem? O que as fazem ser tão mais fortes que as pessoas? Quem está por trás dessas camadas e por que elas engendram a permanência de sujeitos à margem? De modo poético, Marcelo Marcus Fonseca viabiliza o dialético em contundente poesia: os invisíveis ocupam lugar de protagonismo no espetáculo.


À margem! O teatro sempre esteve à margem! As pessoas de teatro também. Quando penso em algo à margem no teatro, o primeiro nome que me salta é Jorge Andrade (1922-1984), um autor com obras de imenso valor – e para quem gosta da chamada dramaturgia de carpintaria, ele talvez seja o nosso maior representante. O que comentar sobre Vereda da salvação, o que não ressoa em nós ao vermos Rastro atrás? Na primeira peça encontramos a perfeita condução e construção da linearidade; na outra o abuso da manipulação do tempo por meio das fragmentações – recurso arrojado demais para sua época. Até quando ele escreveu obras em período curto e por encomenda, produziu pérolas. A receita – uma das peças curtas escritas para a última edição da Feira Paulista de Opinião – é sublime; pode ser montada em qualquer tempo e em qualquer lugar que haverá comunicação e discurso plenos.

Pois bem, a obra de Jorge Andrade foi simplesmente colocada à margem, foi sucumbida. Mas por quê? Por que no teatro, assim como na vida, há imensos e dolorosos espaços
guetificados. Em sua época, uma parte da crítica só tinha olhos para o não menos importante Nelson Rodrigues. Ação tão dominante e totalitarista, capitaneada pela crítica especializada e pela a academia, que põe Jorge Andrade à margem.

Ainda que não vejamos a história de um autor relegado em A gente submersa, podemos localizar esse tipo de perversão. São atos praticados, às vezes de modo consciente e inconsciente, que fazem desaparecer obras, pessoas. Infelizmente aquilo praticado contra a obra de Andrade ocorre ainda hoje e em larga escala. Comum vermos na cena paulistana determinado crítico eleger alguém como o encenador da década; comissões que premiam os mesmos artistas; selecionadores que indicam os mesmos espetáculos para mostras, festivais - ainda que essas montagens tenham sido praticamente rechaçadas unanimemente enquanto poética, discurso e comunicação por outras cabeças pensantes que não a crítica e a academia aliadas ao artista ou grupo. Temos, assim, a implantação do pleno exercício da exclusão.


A gente submersa faz a gente pensar em tudo isso. Faz a gente pensar em gente simples, em gente com diploma, em artista, em gente que tem espaço para inibir a visibilidade do outro. Tempos perversos. Tempos em que podemos espetacularizar nossos gostos – e eles podem atingir status de política de exclusão.


Preocupo-me com essa gente nova que nasce e luta todo dia para ser artista numa cidade em que o atual “gestor” não sanciona a Lei Pagu, ao alegar mentirosamente que o município tem programas suficientes para contemplar a demanda dos teatreiros. Terá esse povo – novo, mediano, velho – espaço para fazer viver a sua arte? Espaço? Necessário falar do novo espaço do Teatro do Incêndio: um triângulo branqueado por fora que se abre e convida-nos para entrar. Por dentro, o triângulo tem cores escuras, porém, branqueado pela luz dos atuantes – gente que mesmo submersa a determinadas políticas governamentais e civis do teatro paulistano, atua e demarca território, porque ali é um terreiro de luz, terreiro de entrega, é lugar de celebração. Espaço construído em troca de outro espaço! Seu proprietário vendeu seu apartamento de residência, ficou sem teto próprio, para comprar esse lugar de arte!

Pergunto-me quantos sujeitos, desses que elegem os “melhores” do teatro paulistano, irão ver A gente submersa. Quantos já foram ver as peças do Teatro do Incêndio? Possível contar nos dedos? Se não forem dessa vez perderão muito. Trata-se de obra que atinge a nossa alma, que toca, que abre fendas, que mexe com qualquer sujeito, em qualquer época, e em qualquer lugar – tal qual aquele dramaturgo preterido de outrora. Hoje, 2017. São vinte artistas que, embora vivam numa cidade em que o prefake adota políticas que aumentam o número de gentes submersas, lutam para fazer arte necessária, pois falam sobre essas camadas, esses fenômenos que nos colocam despercebidos, encobertos, escondidos, à margem!

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Companhia de Danças de Diadema apresenta EU por detrás de MIM na Galeria Olido

Foto de Ligiane Braga
EU por detrás de MIM foi inspirado em obras de Olafur Eliasson e Guimarães Rosa.

A Companhia de Danças de Diadema apresenta o espetáculo EU por detrás de MIM no dia 10, 11 e 12 de novembro (sexta e sábado, às 20h, e domingo, às 19h), na Galeria Olido (Sala Paissandú). Os ingressos são grátis.

 Com direção e coreografia de Ana Bottosso, a montagem foi inspirada em obras do artista visual dinamarquês Olafur Eliasson e no conto O Espelho, de Guimarães Rosa.

Transitando pelos meandros dos reflexos e das reflexões, Ana Bottosso imaginou um universo por detrás dos espelhos, um mundo além  deste que conhecemos, para conceber a coreografia de EU por detrás de MIM. Seria este mundo mais - ou menos - real? Esta, e outras questões, surgiram durante o processo de criação, norteando as pesquisas cênicas da obra, construída em conjunto com o elenco da Companhia de Danças de Diadema.

Desde o primeiro contato com Olafur Eliasson na exposição Seu Corpo da Obra, na Pinacoteca de São Paulo, em 2012, Ana Bottosso se sentiu motivada a criar algo que tratasse dos espelhos e seus reflexos. Na exposição, espelhos eram posicionados em locais inusitados que se revelavam de forma inesperada, aguçando a sensibilidade da coreógrafa e levando-a a iniciar uma pesquisa sobre o assunto. “As situações espaciais provocadas pelos espelhos eram de profunda ambiguidade sobre o dentro e o fora. E esta ambiguidade foi trazida para o corpo, traduzida pela dança”, comenta a coreógrafa.

Após esse primeiro momento criativo, o espetáculo recebeu influências também do poético conto O Espelho, de Guimarães Rosa, no qual apresenta uma inquieta personagem e a descoberta de sua essência. “Encontrar ou pelo menos ter ciência da existência de outro(s) eu(s) que possa(m) coexistir com o nosso EU comum é o desafio do espetáculo, que também convida o expectador a uma reflexão”, argumenta Ana Bottosso.    

Ficha técnica / serviço

Direção geral e concepção coreográfica: Ana Bottosso
Assistente de direção e produção administrativa: Ton Carbones
Elenco: Allan Marcelino, Carolini Piovani, Daniele Santos, Danielle Rodrigues, Elton de Souza, Fernando Gomes, Keila Akemi, Leonardo Carvajal, Thaís Lima, Ton Carbones e Zezinho Alves.
Assistente de coreografia: Carolini Piovani
Concepção musical: Fábio Cardia
Desenho e operação de luz: Silviane Ticher
Sonoplastia: Renato Alves
Concepção figurino: Ana Bottosso
Confecção figurino: Cleide Aniwa
Professores de dança clássica: Eduardo Bonnis e Márcio Rongetti
Condicionamento físico: Carolini Piovani
Assessoria de imprensa: Verbena Comunicação
Assistente de produção: Daniela Garcia e Renato Alves

Espetáculo/dança: EU por detrás de MIM
Com: Companhia de Danças de Diadema
Dias 10, 11 e 12 de novembro. Sexta e sábado (às 20h) e domingo (às 19h)
Galeria Olido (Sala Paissandu)
Av. São João, 473. República. Tel: (11) 3331-8399. Capacidade: 136 lugares.
Ingressos: Grátis (30 min. antes do espetáculo). Duração: 50 min. Classificação: 14 anos
Ar condicionado. Acesso universal. Não possui estacionamento.