terça-feira, 17 de outubro de 2017

A FERA NA SELVA chega a São Paulo na 41ª Mostra Internacional de Cinema

O longa-metragem “A Fera na Selva”, dirigido por Paulo Betti, Eliane Giardini e Lauro Escorel, chega à capital paulista com exibições na 41ª Mostra Internacional de Cinema - São Paulo. A primeira sessão ocorre nesta quinta-feira, dia 19 de outubro, no Espaço Itaú de Cinema - Frei Caneca 1, às 21h20.

Baseado livremente na obra do escritor norte-americano Henry James, o filme narra a história de um homem que vive à espera de presenciar algum acontecimento extraordinário que mudaria sua vida, sem enxergar as pequenas maravilhas de cada dia no seu cotidiano. Filmado em Sorocaba (SP) e região, “A Fera na Selva” é repleto de delicadezas e poesia.

A ideia de realizar o filme vinha sendo acalentada há mais de 20 anos pelos atores Paulo Betti e Eliane Giardini, que encenaram no teatro com sucesso uma adaptação desse romance. Além de assinar o roteiro e dirigir o longa, Betti e Giardini também dão vida aos personagens João e Maria, respectivamente.


João e Maria se encontram durante um passeio em uma fazenda e têm a sensação de já se conhecerem. A impressão procede, mas ele se esqueceu de todos os detalhes do encontro que tiveram. A empatia é fulminante entre os dois. Maria se lembra dos pormenores e, principalmente, de uma confissão que ele havia feito. João fica, ao mesmo tempo, encantado com o fato de Maria se lembrar de tudo e temeroso pelo que teria lhe contado. Dias depois, eles se reencontram e Maria lhe pergunta se ainda espera pelo extraordinário evento que transformaria o rumo de seu destino. João fica pasmo, pois ela é a primeira pessoa a conhecer o terrível segredo que não lhe permite usufruir o momento presente. Maria se oferece para esperar com ele a chegada do tal acontecimento. A vida vai passando e, às vezes, ela considera se o fato não seria a espera, a relação dos dois, o amor. João acha pouco; está preparado para algo mais transformador, revolucionário, e acaba descobrindo o significado de tudo aquilo. A revelação é avassaladora.

Ficha técnica

Direção: Eliane Giardini, Lauro Escorel e Paulo Betti
Roteiro: Paulo Betti, Luís Artur Nunes, Eliane Giardini e Rafael Romão
Direção de fotografia: Lauro Escorel
Montagem: Eduardo Escorel
Música: Felipe Lara
Elenco: Eliane Giardini, Paulo Betti, Ademir Feliziani, Cristina Labronici, Janice
Vieira, Juliana Betti e Mario Persico
Produtor: PAULO BETTI
Empresa produtora: Prole de Adão Produções Artísticas, Batuta Filmes
Coprodução: Globo Filmes e Canal Brasil
Produção executiva: Gilberg Antunes
Produção de elenco: Juliana Betti
Narração: José Mayer
Direção de arte: Ronald Teixeira
Direção de produção: Alexandre Miliani
Direção de Platô: Ocimar Marques
Som direto: Márcio Câmara
Desenho de som: Alexandre Griva e Gabriel Pinheiro
Figurino: Maribel Espinoza e Ronald Teixeira
Maquiagem e caracterização: Siva Rama Terra e Ebony
Produção de finalização: Marcelo Pedrazzi

Exibições

Filme: “A Fera na Selva”
41ª Mostra Internacional de Cinema - São Paulo

19/10 – Quinta, às 21h20: Espaço Itaú de Cinema - Frei Caneca 1
22/10 – Domingo, às 17h30: Espaço Itaú de Cinema - Frei Caneca 5
23/10 – Segunda, às 15h50: Cine Caixa Belas Artes Sala 3



quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Companhia de Danças de Diadema leva “por+vir” ao palco do Teatro Clara Nunes

Foto: Sílvia Machado
A Companhia de Danças de Diadema apresenta o espetáculo “por+vir”, nos dias 27 e 28 de outubro (sexta e sábado, às 20h), no Teatro Clara Nunes, no Centro Cultural Diadema. A entrada é franca.

Em 2015, para comemorar 20 anos de carreira no cenário artístico, a Companhia de Danças de Diadema promoveu um reencontro com importantes coreógrafos que, ao longo de sua trajetória, já haviam criado obras para seu repertório.

A partir desse novo encontro com o elenco da Companhia, o espetáculo “por+vir” foi concebido. Assim, nove coreógrafos trouxeram a possibilidade de experimentação de momentos únicos, cada um pela sua ótica sobre a dança contemporânea.

As experimentações levaram a um mosaico de movimentos, gerando assim as cenas: Nós de Nós, de Cláudia Palma; Bakú, intervenções entre cenas de Ana Bottosso; Caminhos Traçados, criação coletiva - Pedro Costa e elenco da Cia; .entre pontos., de Fernando Machado; Gárgulas, de Sandro Borelli; Esse Samba é Meu, de Sérgio Rocha, Entremeios, de Mário Nascimento; 1 + Um, de Henrique Rodovalho; e  Novena, de Luís Arrieta.

Com a realização deste projeto, a Companhia de Danças de Diadema expressa seu gosto pela versatilidade, pelas múltiplas maneiras de olhar a dança. Por meio dos corpos de seus intérpretes e dos diferentes estilos desenvolvidos pelos coreógrafos, proporciona ao público um múltiplo panorama gestual e sensorial.

Ficha técnica

Foto: Sílvia Machado
Direção Geral: Ana Bottosso. Coreógrafos: Ana Bottosso, Cláudia Palma, Fernando. Machado, Henrique Rodovalho, Luís Arrieta, Mário Nascimento, Pedro Costa, Sandro Borelli e Sérgio Rocha. Assistente de direção e produção administrativa: Ton Carbones. Assistente de coreografia: Carolini Piovani. Assistente de produção: Daniela Garcia e Renato Alves. Concepção de luz: Fernanda Guedelha. Operação de luz: Renato Alves. Sonoplastia: Daniela Garcia. Figurino: o elenco. Máscara: Zé das Máscaras. Professor de dança clássica: Eduardo Bonnis e Márcio Rongetti. Condicionamento físico: Carolini Piovani. Assessoria de Imprensa: Verbena Comunicação. Elenco: Ana Bottosso, Carolini Piovani, Daniele Santos, Danielle Rodrigues, Elton de Souza, Fernando Gomes, Keila Akemi, Leonardo Carvajal, Thaís Lima, Ton Carbones, Zezinho Alves.


Serviço

Espetáculo/dança: “por+vir”
Com Companhia de Danças de Diadema
Dias 27 e 28 de outubro. Sexta e sábado, às 20h
Teatro Clara Nunes - Centro Cultural Diadema
Rua Graciosa, 300 – Centro. Diadema/SP. Tel: (11) 4056-3366
Entrada franca. Duração: 70 min. Classificação: 14 anos. Capacidade: 370 lugares
Acesso para pessoas com deficiência. Ar condicionado.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Pedro Paulo Vicentini mostra a cara e o talento no teatro e em comerciais de TV

O jovem ator Pedro Paulo Vicentini vem demonstrando que o talento também pode vir da genética. Filho do reconhecido ator e diretor Vicentini Gomez, o rapaz de 19 anos está em cartaz no Teatro Ruth Escobar com o espetáculo infantil Alquimistas - Inventores de Inventos, com texto assinado pelo pai e direção de Carlos Meceni. Em cena, Pedro Paulo não só interpreta, mas também canta e toca violão, entre outros instrumentos.

Paralelamente à peça, Pedro Paulo vem mostrando versatilidade em comerciais para a televisão. Recentemente atuou em campanha da Google (Dá Um Google – Ultimo jogo do seu time), iFood (Pra qualquer fome. iFood, ao lado de Rodrigo Hilbert) e Knorr (Me Conheça Melhor), além de nova peça publicitária para a Porto Seguro (Carro Fácil) que acaba ser lançada.

O ator também participou da série 171 - Negócio de Família (Universal Channel), da novela Cúmplices de um Resgate (SBT) e do longa-metragem História & Estórias. O rapaz, que leva a carreira de ator muito a sério, está cursando o quarto semestre de Artes Cênicas na Escola Superior de Artes Célia Helena.

O espetáculo Alquimistas – Inventores de Inventos pode ser conferido aos sábados e domingos, no Teatro Ruth Escobar, às 17h30 (Rua dos Ingleses, 209, Bela Vista, em São Paulo/SP, telefone 3289-2358). Também estão no elenco os atores Camila Doná e Pedro Daher.


sexta-feira, 29 de setembro de 2017

D’arc - Dark, criação de Dinah Perry e Jorge Garcia, estreia em novembro

Concebido pelos coreógrafos Dinah Perry e Jorge Garcia, o espetáculo D’Arc - Dark estreia no dia 5 de novembro (domingo, às 19h), no Espaço Capital 35, em Perdizes. A temporada segue até o dia 26 de novembro com sessões sempre aos domingos, às 19h.

D'arc - Dark é dividido em dois atos sequenciais com 30 minutos de duração cada um. São coreografias distintas que mostram o diferente olhar dos coreógrafos para o mesmo tema, mas que se complementam ao contemplar a mulher de todos os tempos.

Tanto D’arc de Dinah Perry quanto Dark de Jorge Garcia tem Joana d’Arc como inspiração: heroína francesa, santa da igreja católica e padroeira da França, ela foi chefe militar na Guerra dos Cem Anos e condenada à execução na fogueira sob a acusação de bruxaria. Dinah traz a Joana D’arc inserida nas questões da mulher contemporânea; já Garcia explora o lirismo e as dores desse arquétipo de mulher. Embora o período medieval seja pano de fundo, o espetáculo tem contexto atemporal.

A coreografia de Perry reúne elementos da dança, do teatro e da expressão corporal, amarrados por textos autorais. Em foco o corpo dinâmico em combate, propondo imagens intensas às cenas. Em D’arc, a mulher aparece inserida nas mazelas do mundo atual, questionando as relações humanas ceifadas pelo poder, pela inveja e pela solidão.

A criação de Garcia aborda Joana d’Arc como símbolo do sofrimento das mulheres acusadas de bruxaria na Idade Média. O nome ‘dark’, de escuro, é uma metáfora ao nome da heroína para trazer luz ao escuro da cena e refletir sobre uma cultura que ainda se faz presente. A sensação de ser queimado e a imagem sensorial desta ação trazem para a coreografia Dark o discurso ao qual se propõe. Manipulam-se corpos em cena enquanto o sofrimento e o aprisionamento também são manipulados.

Enquanto a música lírica pontua a encenação de Dinah, musicais de Björk aparecem em coro, em forma de lamento, na criação de Garcia. As duas coreografias trazem um mesmo elenco de quatro bailarinas: Ana Carolina Barreto, Carine Shimoura, Larissa Leão e Paula Miessa, além de Julia Cavalcante (que atua somente em D’arc).

Ficha técnica

Criadores/coreógrafos: Dinah Perry e Jorge Garcia
Elenco: Ana Carolina Barreto, Carine Shimoura, Julia Cavalcante, Larissa Leão e Paula Miessa.
Iluminação: Ari Buccioni
Produção executiva: William Mazzar
Fotos: Silvia Machado

Serviço

Espetáculo/dança: D’arc - Dark
Dias 5, 12, 19 e 26 de novembro. Domingos, às 19h
Local: Espaço Capital 35
Rua Capital Federal, 35, Perdizes. SP/SP (Metrô Sumaré).
Ingressos: R$ 25,00 (preço único). Bilheteria 1h antes. Aceita dinheiro.
Duração: 60 min. Lotação: 30 lugares. Classificação: livre.
Não possui acessibilidade.

Assessoria de imprensa: VERBENA COMUNICAÇÃO
Eliane Verbena e João Pedro
Tel (11) 2738-3209 / 9373-0181- verbena@verbena.com.br


quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Companhia de Danças de Diadema dança A Mão do Meio no Centro Cultural Taboão

No dia 6 de outubro (sexta-feira, às 16h), a Companhia de Danças de Diadema apresenta o espetáculo A Mão do Meio - Sinfonia Lúdica no Centro Cultural Taboão, em Diadema, com entrada franca.

A Mão do Meio tem concepção e coreografia assinadas por Michael Bugdahn e Denise Namura. A direção geral é de Ana Bottosso. O enredo retrata a experiência da descoberta do próprio corpo, das mãos e dos pés. É uma história de gestos contada por meio da dança. Bailarinos e público embarcam na fabulosa aventura de uma “mão”, fascinada por todo tipo de movimento, que parte em busca da descoberta do corpo, tornando-se uma verdadeira colecionadora de gestos.

Segundo os coreógrafos, o espetáculo é uma sinfonia lúdica composta por movimentos, sons e luzes que faz o público mergulhar em um mundo feito poesia, onde situações do cotidiano se transformam em mágica num piscar de olhos, onde gestos simples provocam imagens surpreendentes e sensações inéditas. Michael Bugdahn explica que A Mão do Meio - Sinfonia Lúdica conta uma história que envolve o nascimento, a descoberta do corpo e da vida. Também fala sobre as diferenças físicas entre as pessoas, que nem sempre são relevantes. “Todos vão compreender que não é preciso ser um super-herói para viver experiências incríveis e enriquecedoras”, comenta.

Segundo Ana Bottoso, “eles trazem uma estética primorosa que explora a mímica, os detalhes minimalistas, os gestos, os movimentos do cotidiano: características ideais para um espetáculo infantil”.

A Mão do Meio - Sinfonia Lúdica, que estreou em 2015, é a segunda montagem da Companhia de Danças de Diadema criada para o público infantil. Em 2010, produziu Meio em Jogo (de Ivan Bernardelli e Francisco Júnior).

Ficha técnica / Serviço

Direção geral: Ana Bottosso. Elenco: Carolini Piovani, Daniele Santos, Danielle Rodrigues, Keila Akemi, Elton de Souza/Fernando Gomes, Rafael Abreu/Leonardo Carvajal, Thaís Lima, Ton Carbones, Zezinho Alves. Concepção e coreografia: Michael Bugdahn e Denise Namura. Ideia original, texto e dramaturgia: Michael Bugdahn. Assistente de direção e produção administrativa: Ton Carbones. Assistente de coreografia: Carolini Piovani. Desenho de luz, trilha e pesquisa musical: Michael Bugdahn. Vozes/off: Roberto Mainieri e Denise Namura.  Concepção de cenário, adereços e figurino: Michael Bugdahn e Denise Namura. Confecção de cenário e adereços: Fábio Marques. Confecção de figurino: Cleide Aniwa. Sonoplastia e assistência de produção: Renato Alves e Daniela Garcia. Prof. dança clássica: Eduardo Bonnis e Márcio Rongetti. Condicionamento físico: Carolini Piovani.



Serviço

Espetáculo: A Mão do Meio – Sinfonia lúdica
Dia 6 de outubro. Sexta, às 16h
Local: Centro Cultural Taboão
Av. Don João VI, 1393, Taboão. Diadema/SP. Tel: (11) 4077-1643
Ingressos: Grátis. Classificação: Livre. Duração: 40 min.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Luana Piovani e Kátia Boulos participam de bate-papo em sessão de O Orgulho a Rua Parnell

No dia 25 de setembro (segunda), acontece o último bate-papo sobre violência contra a mulher após sessão do espetáculo O Orgulho da Rua Parnell, na SP Escola de Teatro, com participação de Luana Piovani (atriz) e Kátia Boulos (advogada e Presidente da Comissão da Mulher Advogada e da OAB).

O encontro tem mediação do diretor da peça, Darson Ribeiro, e da advogada Carla Boin. A peça narra a história de amor de um casal que tem desfecho dramático mediante um ato medonho de violência por parte do marido. A temporada de O Orgulho da Rua Parnell - sábados (21h), domingos (19h) e segundas (20h) - e os bate-papos fazem parte residência artística que Darson vem realizando na SP Escola de Teatro, no mês de setembro.

Os encontros, para discutir o tema da peça, tiveram início no dia 4, sempre às segundas-feiras, e já contou com participação do chef Henrique Fogaça, do jornalista e dramaturgo Sérgio Roveri, do ator e diretor Paulo Betti, da atriz Eloisa Vitz, do dramaturgo e diretor Aimar Labaki e do ginecologista Malcolm Montgomery.

O Orgulho da Rua Parnell

Depois da primeira temporada, em janeiro, quando foi encenada dentro do Antiquário Verniz, O Orgulho da Rua Parnell, de Sebastian Barry, segue em temporada na SP Escola de Teatro, até o dia 25 de setembro. Esta primeira montagem brasileira tem tradução e direção assinadas por Darson Ribeiro.

A peça é uma compilação de monólogos interconectados – interpretados por Alexandre Tigano e Claudiane Carvalho - onde um casal relata minuciosamente o resultado caótico de uma relação de amor que foi ceifada por um ato medonho de violência por parte do marido. A encenação tem ainda participação especial do garoto Enrico Bezerra - de 10 anos – que abre a peça interpretando uma canção.

O Orgulho da Rua Parnell narra 10 anos dessa complicada e também bela história de amor. Em movimentos delicados – quase paralisados – as personagens descrevem entre lágrimas, risos, tesão e orgulho tudo o que os levou à situação atual. São lembranças pesadas e até insanas, mas permeadas de um amor sem igual. A peça revela o grau de perigo, quase sempre perniciosamente velado, que existe na paixão e o estrago que isso pode provocar, caso esse sentimento seja sublimado ou potencializado em substituição às vontades próprias, fazendo do egoísmo uma arma fatal.

Na obra de Barry as limitações e o controle das emoções vêm no formato de prosa, ao mesmo tempo áspera e macia. Joe Brady é um ladrãozinho insignificante que tem o apelido de “homem-meio-dia”. Ele e sua esposa Janet vivem na periferia de Dublin, na Irlanda, e apesar da vida marginalizada mantêm orgulho de seu lifestyle, como ocorre com a maioria das personagens de Sebastian Barry.

No enredo, a derrota que marcou a desmoralizante desclassificação da Irlanda na Copa do Mundo de 1990, na Itália, cobrou seu preço. E parece que para o casal Joe e Janet a cobrança veio com juros altíssimos. O déficit desses dois foi maior do que o da seleção naquela noite. Alguns anos se passaram e agora eles revelam a intimidade de um amor eterno, mas também a ruptura desastrosa do casamento.

É um início de relação pobre, mas feliz. Ela, mãe aos 16 anos, sofre para criar os três filhos. Ele, apelidado de “midday man”, vive à sombra e água fresca, roubando carros. Eles vão se aturando até que o primogênito Billy morre atropelado por um caminhão de cerveja. Este é talvez o início do fim, não só da relação, mas até mesmo do amor pela Irlanda. Será? Ao voltar para casa, após a quarta de final dos jogos, Joe quase mata a esposa, espancando-a. Desfacelada, ela foge para um abrigo de mulheres, levando as crianças. Apesar da ausência do marido - e pai - ela vai reconstruindo sua vida, enquanto ele se afunda na heroína, nas prisões e sofre com a AIDS.

Segundo o diretor Darson Ribeiro, O Orgulho Da Rua Parnell a peça de Barry traz a simplicidade como aliada, respeitando o não naturalismo indicado pelo autor, principalmente na relação interpretativa dos atores. E a direção se apropria da precisão para contar essa trágica história de amor, brincando com o imagético e criando camadas no arquétipo das personagens. “A história é narrada como se ‘esfregássemos’ as situações na cara do espectador”, comenta.

“Vivemos numa época em que cada vez mais o homem, ainda que inconscientemente, vem tentando contar com seus sentidos. É nesse estado que ele, paradoxalmente, provoca em si atitudes que ultrapassam limites da consciência. Só depois, já com o ato consumado, é que busca a qualquer custo se livrar das armadilhas de seu próprio desejo. Assim, empenha-se desmedidamente em valorizar o que era simples, belo e eficaz: o viver... Quase numa espécie de sublimação”, finaliza o diretor.

Ficha técnica

Texto: Sebastian Barry. Direção, tradução, Trilha, cenografia e figurino: Darson Ribeiro. Elenco: Alexandre Tigano (Joe) e Claudiane Carvalho como (Janet) e participação especial de Enrico Bezerra. Iluminação: Rodrigo Souza. Assistência de direção: Arnaldo D’Avila. Iluminotécnica: LPL Lighting Designer. Edição/trilha: Lalá Moreira DJ. Fotografia: Eliana Souza. Design gráfico: Iago Sartini. Assessoria de imprensa: Eliane Verbena. Produção: DR Produções - Ribeiro Produções.

Serviço

Espetáculo: O Orgulho da Rua Parnell
Local: SP Escola de Teatro | Sala R8 - http://spescoladeteatro.org.br
Endereço: Praça Franklin Roosevelt, 210. Consolação. SP/SP – Tel: (11) 3775-8600
Temporada: de 2 a 25 de setembro
25/9 – Bate-papo com Kátia Boulos e Luana Piovani
Horários: sábados (21h), domingos (às 19h) e segundas (20h)
Ingressos: R$ 40,00 (meia: 20,00).
Bilheteria: 1h antes das sessões (aceita somente dinheiro).
Venda online: Sampa Ingressos - www.sampaingressos.com.br.
Classificação: 12 anos. Duração: 75 minutos. Gênero: drama. Capacidade: 60 lugares.
Reservas: 3775-8600 ramal 19 (c/ Paulo) e 98921-4158 (c/ Giovana).

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Festival Cine Inclusão tem sessão de encerramento dia 23/9 na Unibes Cultural

Antônio Petrin no filme Walter do 402
Visando a inclusão de pessoas com deficiência visual e auditiva, o evento conta com audiodescrição e tradução em Libras.

No dia 23 de setembro (sábado, às 15h) acontece na Unibes Cultural o encerramento do 2º Festival Cine Inclusão, cuja edição tem a terceira idade como tema. A entrada é franca e os interessados devem confirmar presença pelo cineinclusao@muk.nu.

O evento inclui exibição de filmes convidados - Epílogo, de Daniel Seidl Moreira, Tomou Café e Esperou, de Emiliano Cunha, e Walter do 402, de Breno Ferreira – e de dois curtas-metragens que foram produzidos nas oficinas de capacitação para idosos desta edição.

Após a sessão de cinema, tem o debate A Atuação da Terceira Idade no Audiovisual, mediado por Victor Fisch (cineasta e curador do festival) com participação de realizadores convidados, entre eles Cervantes Souto Sobrinho (fundador do Cineclube Araucária, de Campos do Jordão) e Daniel Seidl Moreira (cineasta e jornalista). Na ocasião serão entregues os troféus aos filmes vencedores, escolhidos por votação popular. Haverá também prêmio de melhor ator e melhor atriz, eleitos pela comissão do Festival.

No 2º Festival Cine Inclusão – iniciado no dia 2 de setembro – os filmes foram realizados e/ou protagonizados por pessoas com mais de 60 anos; e as oficinas sobre o fazer cinematográfico foram destinadas aos idosos, moradores de regiões periféricas. O projeto – realizado com o apoio do ProAC – criou um espaço de exibição e de debate sobre a importância da sétima arte na inclusão sociocultural de uma camada crescente da população.

A curadoria desta edição foi feita pelo cineasta Victor Fisch e pela pesquisadora e curadora Luciana Rossi, com participação da produtora portuguesa Elsa Barão. Foram selecionados 24 obras de diversos estados brasileiros, que foram divididas em Mostra Competitiva (filmes cuja temática e/ou seus protagonista são idosos) e Mostra Idosos em Ação (filmes realizados para pessoas com mais de 60 anos).

As exibições ocorreram no CEU Heliópolis, no CEU Paraisópolis e na Unibes Cultural (espaço também dos eventos de abertura e encerramento). As oficinas de capacitação cinematográfica para idosos foram ministradas pela cineasta Bruna Lessa e pela pedagoga Tati Rehder.

Segundo o criador do Festival Cine Inclusão, Daniel Gaggini, os objetivos desta segunda edição é  “dar espaço a filmes que dificilmente seriam exibidos em outros festivais, cujos protagonistas ou realizadores sejam idosos; propor, por meio da arte, a interação e o intercâmbio de experiências e conhecimento; capacitar 60 moradores de Heliópolis e Paraisópolis no fazer cinematográfico; produzir obras audiovisuais e debater a importância da arte para a inclusão sociocultural do idoso”.

O Cine Inclusão

A iniciativa do projeto Cine Inclusão é de Daniel Gaggini, artista e produtor que vem se destacando na realização de projetos dedicados à difusão de iniciativas culturais produzidas em regiões periféricas do Brasil. Em seu currículo, consta a realização da Mostra de Teatro de Heliópolis, o projeto/espetáculo Vira-Latas de Aluguel, o Festival Popular de Cinema de Itapeva, o projeto de capacitação cinematográfica Cine Inclusão, e a direção, por quatro anos, do Festival Cine Favela de Cinema.

A primeira edição do Festival Cine Inclusão foi realizada em 2015 e contemplou as comunidades de Capão Redondo e Cidade Tiradentes, além do Memorial da América Latina. O evento - que reuniu mais de 400 espectadores, exibiu 26 filmes em 14 sessões gratuitas - capacitou 46 jovens em oficinas de cinema e produziu duas obras audiovisuais. Promoveu ainda um debate com participação dos institutos Criar e Querô e dos projetos É Nóis na Fita e Kaminu Filmes (Colômbia).

Filmes do encerramento

Filme: Epílogo (16’28”. Doc. 2012. São Paulo/SP)
Direção: Daniel Seidl Moreira. Roteiro: Daniel Seidl Moreira. Empresa / Produtora: Bellatrix Produções. Elenco: José Mirage Justo, Clotilde Ferreira, Severino da Silva, Geralda Bodog, Nemésio Alvarez, Yonne Martins.
Sinopse: A população brasileira envelhece em ritmo acelerado. A maioria dos idosos recebe cuidados e atenção de seus familiares, mas muitos são abandonados e acabam dependendo do Estado.

Filme: Tomou Café e Esperou (12’33”. Drama. 2013. Porto Alegre/RS)
Direção: Emiliano Cunha. Roteiro: Emiliano Cunha. Empresa / Produtora: Tokyo Filmes, Gogó Conteúdo Sonoro, Avante Filmes, Sofá Verde Filmes. Elenco: Milton Mattos, Vilma Loner, Marcos Verza e Ana Maria Mainieri
Sinopse: Carlos vai até a cozinha e prepara um café. O tempo que separa o ontem do agora. 

Filme: Walter do 402 (16’33”. Comédia-Drama. 2016. Rio de Janeiro/RJ)
Direção: Breno Ferreira. Roteiro: Breno Ferreira e Bruno Saboia. Empresa / Produtora: Dom 21 Filmes. Elenco: Antônio Petrin, Alcione Mazzeo, Gustavo Arthiddoro, Aracy Cardoso, Daniela Fontan, Cinara Leal, Pritty Borges.
Sinopse: Walter é um idoso rabugento que sofre com sua solidão e vê no suicídio a única saída. Já sua vizinha, a solitária Vera, tem esperança que Walter seja a companhia que precisa. Ela tenta conquistar Walter usando o talento que tem na cozinha. Entre os dois, há o porteiro Zezinho, jovem Don Juan que não enxerga problema algum em viver sozinho.

Serviço

2º Festival Cine Inclusão
De 2 a 9 de setembro de 2017
Idealização e direção geral: Daniel Gaggini
Direção de produção: Luh Moreira
Realização e produção: MUK
Apoio: ProAC – Programa de Ação Cultural da Secretaria da Cultura do Estado de SP
Informações: http://cineinclusao.com.br/ / cineinclusao@muk.nu / (11) 2649-8508

Encerramento: 23 de setembro. Sábado, às 15h
Local: Unibes Cultural
Rua Oscar Freire, 2500 – Sumaré. SP/SP. Tel: (11) 3065-4333.
Teatro (350 lugares). Classificação: livre. Duração: 90 min.
Ingressos: Grátis. Confirmar presença pelo e-mail cineinclusao@muk.nu.
Sessão com audiodescrição e tradução em Libras.